
Deitei em vidros, nadei no fogo e corri no ar
Cutucando um leão feroz com as próprias mãos
Procurei ao meu redor, os métodos que causam dores
Nenhum deles me fizeram chorar, como suas palavras
Transforma o céu em um mundo de aflição
Onde a terra não é plana e incomoda meus pés
Onde o aroma das flores me lembra o seu perfume
Onde o mar me lembra claramente aquela cachoeira
Olha a nitidez do seu sorriso
Me contamina com um amor inexistente
Que é a epidemia dos fracos
E na terra, os fracos não tem vez
Tempo perdido com a procura intensa da felicidade
Esquecendo que a felicidade se faz
Querendo somar nossos bons tempos
Ter como resultado tudo aquilo que eu acreditava
O cão chamado esperança está faminto
Mas não o alimente, já que não tem vontade de criá-lo
Deixe-o uivar até se cansar
Ele irá sair de sua porta e irá pra outra
Ande, ande e divirta-se
Transforme-me em um incógnito à seus olhos
Alicerce seus sentimentos contra o sofrimento
Verás outra pessoa no espelho que te dei de presente
Troco minhas vontades por uma noite tranquila de sono
Enquanto o meu coração tenta te repelir
Sentir que a realidade é diferente do cinema que a mente projeta
Me faz perceber a magnitude do poder que tem a ilusão
As luzes no final do túnel eram holofotes
Atrás deles têm um muro alto de concreto
No chão encontro marreta e picareta
Logo um objetivo surge em mente
Quebrando lentamente o muro
Implorando por água pra tira o suor
Pequenos fragmentos de luz atravessam o muro
Espero que não sejam outros holofotes
Quanto maiores ficavam as luzes
Maiores ficavam minhas expectativas
Comprando uma agulha pra uma injeção de esperanças
Eu tento caminhar cautelosamente
Pôxa,
ResponderExcluirsimplesmente... adorável! Muito bem escrito, articulado, excelente mesmo! Parabéns! Acho que de algum modo todos acabamos passando por isso... Projetando versões hollywoodianas que no fim são bem menos grandiosas e eternas do que a realidade... Mas com uma picareta na mão, sempre podemos quebrar as dores e amarras de aço... É só uma questão de paciência... Sempre.
Parabéns!
Abraços...
T2.